BNDES divulga lista com maiores tomadores de empréstimos

A relação tem os 50 maiores clientes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. A líder do ranking é a Petrobras, seguida por Embraer, Norte Energia, Vale e Odebrecht.

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) publica nesta sexta-feira, 18 de fevereiro, a lista dos seus 50 maiores tomadores de recursos. É a primeira vez que esses dados são disponibilizados ao público neste formato, sendo encontrados no site: www.bndes.gov.br/maioresclientes.

A medida é uma resposta às promessas do presidente eleito Jair Bolsonaro de abrir a “caixa preta” do BNDES, para descobrir possíveis irregularidades e preferências nas operações de crédito do banco durante os governos do PT. A divulgação em si não é novidade, mas o sistema torna mais simples a pesquisa, explica o BNDES. Independentemente da motivação, porém, a ferramenta é um importante instrumento de transparência para a instituição, que usa recursos da sociedade para financiar grandes grupos.

Segundo o banco, a ferramenta permite ao usuário ver cada operação efetuada com os 50 maiores tomadores de recursos dos últimos 15 anos (2004 a 2018), além de disponibilizar recortes trienais. Anteriormente, para chegar a esse tipo de resultado, era necessário buscar por informações em diferentes páginas e, às vezes por diferentes linhas de financiamento.

Quem são os maiores devedores

A lista do BNDES deve frustrar os que procuram identificar em seu topo nomes de grupos privados envolvidos nos escândalos e  negociatas com os governos passados. A maior tomadora de recursos é a estatal Petrobras, com R$ 62,4 bilhões, seguida de Embraer, com R$ 49,4 bilhões. Norte Energia vem terceiro lugar, com R$ 25,4 bilhões, Vale tem R$ 22,5 bilhões e, finalmente, um nome polêmico, Odebrecht, com R$ 18,1 bilhões. O Estado de São Paulo tem dívida de R$ 14,5 bilhões, a Transportadora Associada de Gás (TAG), hoje da Petrobras, R$ 13,3 bilhões e as operadoras TIM e Telefônica aparecem com R$ 12,1 bilhões e R$ 10,3 bilhões, respectivamente.

Há casos interessantes, como a multinacional italiana Fiat, fabricante de bens de consumo, décima maior devedora, que pegou R$ 10 bilhões do BNDES. Outras montadoras, como a Renault, também receberam recursos sob a lógica de que o banco deve incentivar a indústria local. Há também o caso da Oi Móvel, em recuperação judicial, com R$ 9,8 bilhões, que se somam a outros R$ 4 bilhões da Oi S/A. JBS é a vigésima, com R$ 7,7 bilhões do banco.

Navegação mais amigável e acessível

A busca por melhorar a experiência do usuário responde ao compromisso de facilitar o entendimento do público das operações efetuadas pelo Banco, permitindo analisar onde a instituição mais investiu.

O BNDES reconhece que, apesar da variedade de informação que o banco tem disponibilizado nos últimos três anos, “há uma percepção de que os dados frequentemente estão disponíveis de uma maneira difícil para a maioria das pessoas”. O objetivo é, assim, tornar a navegação mais amigável e acessível, facilitando o exercício da cidadania por cada brasileiro.

A disponibilização da lista, com acesso a um grande número de detalhes de cada operação, é parte do esforço de transparência que o banco tem feito e que deve ser a marca das suas ações sempre, diz a nota.

A responsabilidade do BNDES com o público é parte fundamental do seu caráter, já que o banco, para executar sua missão de apoio ao desenvolvimento do país, gere recursos públicos, tendo o Tesouro Nacional como seu acionista.

Pelo Twitter:

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