Cervejaria Backer começa a vistoriar fábrica em Belo Horizonte

Consumo da cerveja Belorizontina, fabricada pela empresa, é investigado como causa de uma intoxicação que atingiu 10 pessoas em MG. Um homem morreu.


Técnicos do Ministério da Agricultura fecharam a fábrica da Backer nesta sexta-feira (10) — Foto: Lucas Ragazzi/TV Globo

Técnicos do Ministério da Agricultura fecharam a fábrica da Backer nesta sexta-feira (10) — Foto: Lucas Ragazzi/TV Globo

Técnicos do Ministério da Agricultura fecharam a fábrica da Backer nesta sexta-feira (10) — Foto: Lucas Ragazzi/TV Globo

A cervejaria Backer começou neste sábado (11) a fazer uma vistoria interna na fábrica em Belo Horizonte. Um laudo emitido pela Polícia Civil apontou a substância dietilenoglicol em amostras da cerveja Belorizontina do lote 1348, linhas de produção L1 e L2.

A Polícia Civil investiga se o consumo da Belorizontina tem relação com a intoxicação por dietilenoglicol – chamada pelas autoridades de síndrome nefroneural. A substância foi detectada em 3 dos 10 pacientes investigados por intoxicação pela substância. Um homem morreu.

Nesta sexta-feira (10), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) interditou a fábrica. Técnicos do ministério foram ao local e decidiram periciar todos os lotes de cerveja. O Mapa afirmou que apreendeu 16 mil litros de cerveja e que faz analises laboratoriais em amostras.

O advogado da cervejaria disse, na sexta-feira (10), que iria recorrer da interdição da fábrica pelo Mapa assim que a empresa fosse notificada. Segundo a Backer, o trabalho de vistoria em todos os processos da fábrica ainda está em andamento, e a “cervejaria atua para que tudo seja esclarecido o mais rápido possível”.

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Na quinta-feira (9), um laudo da Polícia Civil identificou a substância tóxica dietilenoglicol em amostras do lote 1348 da Belorizontina, das linhas de produção L1 e L2. Ela é uma substância anticoagulante usada em serpentinas dentro dos tanques no processo de refrigeração de cervejas.

A Backer afirmou que não utiliza o dietilenoglicol no processo de fabricação de qualquer bebida, inclusive a Belorizontina. Segundo o mestre-cervejeiro da empresa, Sandro Duarte, a substância usada é o monoetilenoglicol que tem um nível de toxicidade mais baixa.

O lote 1348 foi vendido para Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Distrito Federal, segundo a empresa, e foram produzidas 33 mil garrafas. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou nesta sexta-feira (10) o recolhimento do produto em todo o país.

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