Corpo de homem morto por síndrome misteriosa é liberado do IML em BH

Até agora, a Secretaria de Estado de Saúde confirmou nove notificações de pacientes que apresentaram os mesmos sintomas.

Paschoal Dermatini Filho, de 55 anos, morreu em Juiz de Fora — Foto: Redes Sociais/Reprodução

Paschoal Dermatini Filho, de 55 anos, morreu em Juiz de Fora — Foto: Redes Sociais/Reprodução

Paschoal Dermatini Filho, de 55 anos, morreu em Juiz de Fora — Foto: Redes Sociais/Reprodução

O corpo do homem que morreu em Juiz de Fora, na Zona da Mata, em decorrência da síndrome até então denominada nefroneural, foi liberado do Instituto Médico Legal de Belo Horizonte na madrugada desta quinta-feira (9).

Paschoal Dermatini Filho, de 55 anos, era de Ubá, mas estava internado em Juiz de Fora. Há relatos de que ele tenha passado as festas de final de ano no bairro Buritis, na Região Oeste de Belo Horizonte, onde se concentram outros casos.

A necropsia começou por volta das 21h e terminou às 3h, com auxílio de um médico-legista especialista em mortes por epidemiologias, da Universidade de São Paulo (USP). Os trabalhos foram realizados por médicos-legistas, peritos criminais, investigadores e técnicos da PCMG.

A Polícia Civil não adiantou as hipóteses para a causa da morte do homem.

Na tarde desta quarta-feira (7), outros dois casos foram registrados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), em Belo Horizonte. Os pacientes são homens de 56 e 64 anos, moradores do bairro Buritis, na Região Oeste da cidade.

Até o momento, nove notificações foram registradas. Uma delas foi descartada por não apresentar os mesmos sintomas e por ter doença renal prévia.

Reforço do Ministério da Saúde

Nesta quarta-feira (7), técnicos do Ministério da Saúde se reuniram com especialistas das Secretarias de Estado e Municipal de Saúde para tentar identificar as causas e tratamentos da síndrome que ainda não tem diagnóstico.

O Ministério da Saúde confirmou que Belo Horizonte foi o possível local de exposição de todos os infectados.

O Instituto de Criminalística analisa amostras de bebidas que, supostamente, poderiam ter provocado os sintomas de insuficiência renal e alterações neurológicas em moradores de Belo Horizonte e de Ubá, na Zona da Mata. A cervejaria, que foi atrelada ao caso, negou.

Segundo a polícia civil, estão sendo feitas investigações preliminares para saber se houve crime, com entrevistas e comunicação com outras instituições públicas. O inquérito policial só será instaurado se constatado que houve ação criminosa.

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