Doença misteriosa em MG foi causada por suposta cerveja contaminada com substância tóxica

A população de Belo Horizonte está assustada com a divulgação de casos de uma doença misteriosa que atingiu oito pessoas na capital mineira. A doença que surgiu nesses 8 pacientes levou os mesmos a uma insuficiência renal grave e problemas neurológicos. Todas as pessoas atingidas pelo mal estariam ligadas ao bairro Buritis, na capital mineira, e um dos pacientes morreu. Após investigação, a Polícia Civil de MG divulgou um laudo mostrando que a causa da doença pode estar ligada a uma substância encontrada em lotes de uma cerveja artesanal vendida na capital.

Segundo a polícia, a substância dietilenoglicol foi encontrada em dois lotes da cerveja Belohorizontina, fabricada pela cervejaria Backer, e que foi consumida pelos pacientes doentes. A substância tóxica, que também é conhecida pelo nome de éter de glicol, geralmente é usada no processo de refrigeração de cervejas. A Secretaria de Estado de MG informou que o laudo comprovou a presença da substância tóxica nos lotes examinados e que convocou uma força tarefa para que possam definir as providências médicas, epidemiológicas e também da vigilância sanitária do estado.

Todos os pacientes atingidos apresentaram os mesmo sintomas e os primeiros casos ocorreram no final do mês de dezembro. Os primeiros sintomas demonstrados pelos pacientes eram advindos de problemas no gastro intestinal, com quadros de náuseas, vômitos e dores no abdome. A seguir, os pacientes eram acometidos com insuficiência renal aguda, sendo muito rápida essa evolução, seguida de alteração neurológica, demonstrando paralisias faciais, borramento na visão, com perda parcial ou total da mesma, além de alteração nos sentidos.

Outro lado

Em nota, a cervejaria Backer afirma que substância dietilenoglicol “não faz parte do processo de produção da cerveja Belorizontina”. A empresa afirma ainda ter retirado de circulação os lotes citados pela Polícia Civil e se coloca “à disposição das autoridades para contribuir com a investigação”.

Dietilenoglicol já causou mortes no mundo

Essa não seria a primeira vez que a substância dietilenoglicol causa mortes no mundo. No ano de 2009, a substância foi encontrada em um xarope em Bangladesh e teria levado à morte 24 crianças. Todas as crianças, de 11 meses a 3 anos, teriam tomado o remédio e apresentado problemas nos rins, vindo a óbito.

Em 2008, o produto tóxico teria causado a morte de 84 crianças na Nigéria, com idade entre 2 meses e 7 anos, após tomarem um remédio chamado My Pikin Baby, que estaria contaminado. As crianças apresentavam febres e vômitos e após investigações, a substância foi no medicamento usado pelas crianças.

Também na Nigéria, no ano de 1990, 47 crianças que estavam internadas para tratar problemas respiratórios, relacionados com a doença malária, vieram a óbito após desenvolverem anúria, febres e vômitos, com posterior insuficiência renal.

Após investigações, foi encontrada a substância em um xarope usado por todas elas. Já existiram casos de mortes na Argentina, Espanha e Índia pela substância tóxica.

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