‘Eu não entendia por que eu estava passando tão mal’, diz mineiro que bebeu cerveja de lote contaminado da Backer

Edson Junior Garbiloto foi o único que tomou ‘Belorizontina’ em uma festa de réveillon em BH. Cerveja contaminada teria causado a intoxicação de 17 pessoas em Minas Gerais.

Cerveja consumida por mineiro que passou mal é de lote investigado pela polícia. — Foto: Kátia Salazar/Arquivo pessoal

Cerveja consumida por mineiro que passou mal é de lote investigado pela polícia. — Foto: Kátia Salazar/Arquivo pessoal

Cerveja consumida por mineiro que passou mal é de lote investigado pela polícia. — Foto: Kátia Salazar/Arquivo pessoal

Edson Junior Garbiloto foi o único que tomou Belorizontina em uma festa de réveillon em BH. Cerveja contaminada teria causado a intoxicação de 17 pessoas em Minas Gerais. Ele não está entre os casos notificados porque não chegou a ficar internado.

O farmacêutico Edson Junior Garbiloto, de 33 anos, passou a madrugada do dia 1º de janeiro com fortes enjoos depois de uma festa de réveillon em Belo Horizonte. “Eu achei que fosse a comida. Mas só eu passei mal e só eu bebi Belorizontina”, contou.

A garrafa ainda está na casa do amigo que ofereceu a festa. Ela é do lote L2 1354, divulgado nesta segunda-feira (13) pela Polícia Civil. A substância dietilenoglicol, que teria causado a síndrome nefroneural em 17 pessoas no estado, foi encontrada em garrafas pertencentes a esta divisão.

“Eu bebi uma cerveja dessa. Ninguém mais bebeu dela. Aí eu comi tudo o que o resto do pessoal comeu e tomei outra cerveja. Aí, de madrugada, comecei a ficar enjoado e vomitar muito. No dia seguinte fiquei prostrado e tive dois episódios de diarreia. Eu não entendia por que eu estava passando tão mal”, contou Edson.

Ao saber que a Belorizontina que tomou pertence ao lote investigado, o farmacêutico decidiu fazer exames clínicos e um boletim de ocorrência.

“Não senti mais nada depois disso. Mas fiquei preocupado, né?”, disse.

Em nota, a cervejaria Backer informou que entrou na Justiça contra o recall de todos os rótulos e a suspensão das vendas. A Backer reiterou que não faz uso do dietilenoglicol e em seu processo produtivo, mas o monoetilenoglicol.

A Backer afirmou ainda que o episódio apurado pelas autoridades limita-se ao lote da “Belorizontina”, não tendo qualquer relação com os demais rótulos, que possuem processos autônomos de produção.

Segundo a Polícia Civil, a substância foi encontrada em um tanque da cervejaria e em dois lotes da Belorizontina. O dietilenoglicol também foi encontrado em amostras de sangue de quatro dos pacientes internados.

Uma perícia independente foi contratada pela cervejaria para apurar o caso.

Ministério da Agricultura determina que a Backer recolha todas as cervejas da empresa

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Sintomas da síndrome nefroneural

Síndrome nefroneural em Minas Gerais  — Foto: Reprodução/TV Globo

Síndrome nefroneural em Minas Gerais  — Foto: Reprodução/TV Globo

Síndrome nefroneural em Minas Gerais — Foto: Reprodução/TV Globo

Os sintomas se iniciam com náusea/vômito e/ou dor abdominal, associados à insuficiência renal aguda grave de evolução rápida, em até 72 horas. Além disso, há alterações neurológicas, como paralisia facial e borramento visual. A média de dias entre o início dos primeiros sintomas e a internação foi de 2,5 dias.

‘SÍNDROME MISTERIOSA’ EM BELO HORIZONTE

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