Prefeitura inova com uso de drones para ações de combate à dengue

A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Prodabel e da Secretaria Municipal de Saúde, está utilizando drones para sobrevoar áreas de risco e mapear os bairros com grande incidência de focos da dengue. Em abril, os bairros Aparecida e Glória, na região Noroeste, foram os primeiros locais em que foi realizado o mapeamento da área de abrangência dos lotes com maior incidência de larvas do mosquito Aedes aegypti. Os bairros Salgado Filho e Betânia, na região Oeste, e Xangrilá, na Pampulha, também receberam o voo de drones.

A partir desse trabalho, a Secretaria de Saúde solicitou o mapeamento de áreas onde o projeto Wolbachia (bactéria introduzida no mosquito macho transmissor da dengue que diminui sua potência de infestação) foi implantado para saber se a abrangência da dengue foi diminuída.

O resultado das ações tem sido muito positivo, considera o diretor de Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde, Eduardo Viana. “A estratégia permite avaliação de risco para o combate ao mosquito Aedes aegypti através de imagens aéreas obtidas com o sobrevoo do drone, sendo ferramenta extremamente útil para auxiliar na detecção de potenciais focos do mosquito e direcionamento operacional de campo no esforço de controle da dengue, zika e chikungunya”, destacou.

Nova perspectiva

Além dos bairros onde é feito o trabalho de mapeamento da dengue, duas vezes por semana a equipe do projeto se desloca para a Pampulha para o reconhecimento do território de incidência da febre maculosa, calculando o deslocamento dos animais e lotes que podem ser focos da doença. De acordo com o gerente de Cadastro Territorial Multifinalitário da Prodabel, Ângelo Rizzo Neto, o voo dos drones traz uma nova perspectiva. “Nós já estamos vivenciando o futuro. Há uma mensagem positiva da Prodabel sendo gerada em cada trabalho que nós entregamos e isso mobiliza outros órgãos a atualizar suas informações”, assinalou.

As secretarias municipais de Planejamento, Fiscalização, Urbel e Sudecap já estão também utilizando a nova tecnologia. Novos voos dos drones devem ocorrer em setembro e outubro. Os equipamentos foram adquiridos por meio de uma licitação, no início deste ano, e são utilizados de forma conjunta com o software livre Quantum Gis (QGIS), que permite o agrupamento de imagens aéreas, transformando-as em mapas físicos com todas as discriminações da área mapeada. Para que possam voar sem oferecer risco à população, os drones são cadastrados no Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

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